domingo, 20 de junho de 2010

Vida corrida _ Gestão Organizacional

20 de junho de 2010 N° 16372
DRIBLE NOS PONTEIROS
Com administração, planejamento e disciplina, é possível fugir de armadilhas que roubam horas e energia do seu dia a dia
Perfeccionista declarado, o diretor da Efenge Engenharia, Edson Fontana, 49 anos, tinha um grave problema com o relógio. Acumulava, além de quatro telefones e um radiocomunicador sobre a mesa, uma pilha de tarefas que consumiam grande parte do seu tempo e da sua energia.

Ao envolver-se em todos os processos da empresa, era absorvido pelo trabalho e não raramente ficava preso até tarde no escritório e estendia sua carga horária para os fins da semana. Com quatro fortes crises de estresse no currículo, Fontana achou que era tempo de mudar. Outro alerta veio da secretária, que percebeu um problema na maneira como o chefe organizava os compromissos, sobretudo as reuniões de trabalho:

– Quando tinha um espaço na minha agenda, eu marcava algo. Não me preparava para as reuniões.

De fato, reuniões podem se tornar grandes obstáculos na administração do tempo. Uma pesquisa da Triad Consulting mostrou que um terço delas poderia ser cancelada. A diretora da Powerself, Manuela Wagner, pontua: é preciso, primeiro, saber marcar uma reunião. Ter em mãos uma pauta com os objetivos claros e com tempos determinados são outras dicas importantes para evitar que um momento como esse seja desperdiçado.

Para modificar os hábitos não apenas dele, mas dos 22 funcionários que trabalham na sede da empresa, no bairro São João, zona norte de Porto Alegre, Fontana buscou orientação. No que chama de efeito cascata, alterou rotinas em todos os níveis da companhia.

Começou com a própria mesa: reduziu para dois os aparelhos de telefone – ambos são “filtrados” pela secretária. A mudança teve um efeito positivo na organização do tempo. A sugestão de especialistas no assunto é de que, inclusive, se tente centralizar todas as chamadas em um único aparelho. Telefonemas, ferramentas como o skype, os chats e as visitas inesperadas entram na chamada categoria das interrupções – e são grandes ladrões de tempo.

Foi justamente para evitar interrupções desnecessárias que Fontana tomou uma decisão um tanto quanto radical, mas compreendida pelos subordinados: para ter acesso a sua sala, é preciso digitar uma senha que só três pessoas têm conhecimento.

Sobre a mesa de trabalho, outras ferramentas também ajudam a manter o tempo a favor do executivo. Os papéis estão organizados e uma agenda ajuda a lembrá-lo dos compromissos e a planejar os dias seguintes. Duas ações consideradas eficazes. Uma estação de trabalho bagunçada é ruim, porque faz com que a pessoa perca tempo para buscar a informação de que precisa.

Para lidar com e-mails, outro grande inimigo da organização do tempo, o diretor também estabeleceu uma rotina: spams e propaganda são automaticamente “zerados” por uma funcionária. Já de manhã, faz a leitura. Durante o dia, mantém a caixa aberta, mas estabeleceu uma regra:

– Me manda um e-mail. Se for urgente e eu não respondi, liga.

Separar um momento para a leitura do correio eletrônico é o ideal. Os horários mais recomendáveis, segundo Manuela, são a primeira hora da manhã, a primeira hora da tarde e o final da tarde. E para que a coisa funcione mesmo é preciso respeitar isso.

Outra adaptação feita na rotina de Fontana favorece a organização do tempo: a descentralização de tarefas. Antes de chegar até ele, os assuntos passam pelas quatro gerências. Atualmente com 11 obras em andamento, o diretor também mantém à risca o planejamento de uma rotina que inclui inglês três vezes por semana e ioga outras duas vezes. Ele interrompe “o que estiver fazendo” para atender ao compromisso com o personal trainer. O ambiente de trabalho colabora: uma área comum com cozinha, quadra de futebol, mesa de sinuca e miniacademia está à disposição dele e dos funcionários. Com tantos avanços, o executivo diz que sabe exatamente onde pode melhorar:

– Preciso ampliar meu tempo interno.

Fonte: ZEROHORA.COM

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Filantropia sem a despesa


Dar a uma instituição de caridade, que não seja as religiosas com base, pode ser muito gratificante. Mas financeiramente durante tempos difíceis de nossas vidas não é geralmente a primeira ou última coisa em que pensamos. Muitas instituições de caridade fazer um trabalho muito bom gosto, alimentar os famintos, limpar o ambiente, plantar árvores, fornecimento de água potável, ajuda as pessoas a lidar com os estragos da guerra, e muitas, muitas outras maneiras que ajudam.

Então, aqui estão algumas soluções para dar, mesmo quando não há assim tanto para dar, e nem sempre você tem que tirar o livro de cheques para fazer isso.

■Dê o seu tempo em seu lugar. Charities estão sempre na necessidade de um corpo quente que se preocupa com sua causa e que melhor maneira do que para dar algum do seu tempo, ou todos de uma só vez ou ao longo do ano.
■Pinch os tostões e, em seguida, dar-lhes em vez de uma seleção grande. Caridades sabe que as coisas podem ser financeiramente difícil, às vezes, por qualquer razão, por isso mesmo um pouco de ajuda-los.
■Você já visitou FreeRice.com ainda? Ele faz mais do que dar arroz, que ajuda a expandir o seu vocabulário também. Cada vez que você começar uma palavra certa de 20 grãos de arroz foram doados.
■Porque não transformar suas pesquisas na Internet em uma maneira de dar a uma instituição de caridade local. GoodSearch.com, que é alimentado pelo Yahoo, permite-lhe dar um pouco de cada vez que você fizer uma pesquisa com o dinheiro proveniente de anunciantes.
■GoodSearch.com também corre GoodShop.com, uma loja online com uma grande lista de lojas de varejo que fizeram o compromisso de devolver a cada compra que fizer. A próxima vez que você tem que comprar algo porque não vê-los e ajudar uma instituição de caridade, ao mesmo tempo.

Cinco maneiras fáceis de dar a uma instituição de caridade que lhe custa praticamente nada, o que é realmente bom quando há um pouco de dinheiro a menos para ir ao redor. Dar benefícios receptor e do doador. Uma lição bem vale a pena ensinar as crianças.


Fonte:
http://www.advice-business.com/pt/conselho-2037092.htm

Organizações Sociais podem implantar remuneração variável?

Comum no setor privado, a remuneração variável tem se tornado um tema cada vez mais candente na gestão de fundações e institutos (associações) de origem empresarial. No entanto, a validade de funcionários receberem recompensas financeiras por desempenho ainda é um dilema quando se entra na seara das organizações sem fins lucrativos.

Ciente dessa preocupação, o GIFE realizou, no dia 8 de junho, o primeiro debate em que reuniu especialistas para discutir a prática com base em seus mais diferentes aspectos: legal, ético, estratégico, humano e profissional. Interativo e exclusivamente online, o encontro especial foi o primeiro passo do GIFE na produção de eventos à distância.

“Além de disseminar os conhecimentos produzidos pelo Grupo, facilitando a participação de associados de todo o pais, esta nova ferramenta formativa está alinhada às estratégias da Visão de Investimento Social Privado para 2020. Não será possível desenvolver um setor relevante, legítimo e diverso sem criar instrumentos que permitam uma rápida interlocução entre seus principais atores”, explica o secretário-geral do GIFE, Fernando Rossetti.

Participaram do Debate, o sócio-fundador da Szazi Bechara Advogados, especialista em terceiro setor, Eduardo Szazi, o Diretor Superintendente da Fundação ArcelorMittal Brasil, Leonardo Gloor, o Superintendente Executivo da Fundação Roberto Marinho, Nelson Savioli e o Diretor Presidente da Fundação Telefônica e Presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Ethos, Sérgio Mindlin.

Desafios

Para entender as razões que levam ao conflito, é preciso conhecer do que se trata. Legalmente, a Participação nos Lucros e Resultados (PLR), regulamentada pela Medida Provisória nº 1.982-77, de 2000, não se incorpora aos salários dos empregados e está atrelada à performance da organização.

Assim, a PLR pode ser considerada um prêmio pelos resultados atingidos com participação de todos, concedido através de acordo previamente firmado entre colaboradores, sindicatos e direção da organização.

No caso do terceiro setor, evidentemente, exclui-se o lucro, o que enseja uma participação nos resultados. “A remuneração variável é um termo genérico de uma relação contratual trabalhista para efeito de encargos. Não há proibições jurídicas para as organizações sociais adotarem, desde que não haja distribuição, mas participação”, afirmou Eduardo Szazi.

Para Sérgio Mindlin, um sistema de remuneração variável, quando bem executado, contribui para melhorar a gestão das organizações sem fins lucrativos. “A dificuldade é como estabelecer uma meta para avaliar o desempenho. Se uma organização investe em entidades sociais de educação, por exemplo, qual é a meta? O número de entidades que trabalham com o tema ou o número de crianças que elas beneficiam?”, questionou Mindlin.

Outro ponto de dúvida, lembrado por Leonardo Gloor, é saber como fica a remuneração quando um projeto não dá certo devido a fatores externos à organização. “Isso pode ocorrer se as ações estão vinculadas a parcerias com o sistema público, que faz, no fim, o trabalho lá na ponta”, lembrou.

Por estar ligado à gestão e à governança das organizações, Nelson Savioli encarou com naturalidade o tema do debate. “O terceiro setor é o que deve ser melhor administrado, pois é difícil captar recursos para ele. O gestor tem que gerir quase à perfeição esses montantes. A remuneração variável só funciona se for vista como desafio, que leve a uma maior eficácia na obtenção de resultados, seja qual for a organização”, argumentou.

No entanto, como se trata de uma negociação coletiva, contratual, com interveniência do sindicato e dentro do orçamento projetado, podem ser aí excluídas as organizações que contratam seus funcionários por meio de Pessoa Jurídica. “É uma situação muito grave (contratar colaboradores com vínculo empregatício como PJs) e criminosa. Trata-se de uma fraude, que demonstra apenas má prática de gestão”, apontou Eduardo Szazi, lembrando do alto risco a processos trabalhistas que uma entidade com essa prática está exposta.
Fonte: Gife

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Gestão da Imagem Pública_Terceiro Setor

Um dos maiores ativos da organização é o seu nome, não apenas sua razão social ou nome fantasia, mas sim a percepção que os stakeholders possuem em relação a sua atividade. Por isso, a construção de uma imagem sustentável possui relevância no contexto organizacional, pois garante robustez ao negócio, confiança dos clientes, fornecedores e colaboradores.
Segundo, Centurião (2006), a imagem de uma organização do Segundo Setor, Pessoa, Estado ou Organização do Terceiro Setor, é constituída ao longo do tempo, pelo somatório de todas as opiniões emitidas pelos stakeholders, sociedade em geral e pela forma em que cada um capta as informações. Toda vez que a organização é elogiada por um cliente, colaborador, empresa parceira entre outros, está contribuindo para construção de sua imagem.
Já para USAID (2002, apud Carvalho, 2005) a imagem da organização influencia a capacidade de realização de seus projetos juntamente com os stakeholders, como estabelecer parcerias, captar recursos, contratar mão-de-obra, captar voluntários, vender produtos e até mesmo, atuar com a sua prestação de serviço junto a sociedade. As Organizações do Terceiro Setor atuam em parceria com outros setores, sem uma boa gestão de sua imagem, dificilmente terá eficácia em suas ações.
Para a construção de uma imagem pública positiva a organização deverá ter práticas de gestão transparentes entre organização e ambiente, inovação nos processos e trabalhos eficazes ao longo do tempo. A imagem positiva é um fator importante para que as Organizações do Terceiro Setor alcancem a sustentabilidade.
Iber Pancrácio

FONTE: CENTURIÃO, Alberto. Ombudsman - A voz do cliente na empresa, 2006. Disponível em: http://www.rhoempreendedor.com.br/materias.asp?ID=788&ID_coluna=53. Acesso em: 10 Abr. 2009.
CARVALHO, Débora Nacif de. Gestão e sustentabilidade: um estudo multicasos em ONGs ambientalistas em Minas Gerais. Orientadores: Prof. Ivan Beck Ckagnazanoff Prof. Allan Claudius Queiroz Barbosa. Belo Horizonte, 2006. 157 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós Graduação e Pesquisa em Administração, 2006.
GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR: um estudo de caso comparativo entre duas organizações do terceiro setor da cidade de itabirito - MG / Iber de Souza Pancrácio dos Santos, Rodrigo Gonçalves de Almeida Félix e Tiago Davi Lage de Carvalho - Itabirito, 2009. 70f.

Advocacy_Terceiro Setor

A prática do Advocacy é muito utilizado em países com gestão participativa. De origem anglo-saxã, reflete o conceito da livre participação popular, supra ou partidária, de maneira a influenciar os gestores nas tomadas de decisões quando na formulação de políticas públicas. Essa prática se dá por intermédio de associações civis, que de forma organizada, elaboram, planejam, articulam com os interessados e executam suas ações.
Na prática do Advocacy, as Organizações do Terceiro Setor divulgam suas idéias e pesquisas para fundamentar o que está sendo proposto. Essa fase é composta por dados e idéias que serão apresentadas ao legislador. Uma vez traçada a política, os participantes cobram e pressionam o Legislador para o cumprimento do que foi tratado (RISLEY, 2004 apud CARVALHO 2005).
O Advocacy nada mais é que a utilização do poder de status para influenciar algo que será ou está sendo executado. As Organizações do Terceiro Setor devem usar de forma coerente e assertiva essa política, para não deixar que o interesse de um sobreponha a vontade de muitos.
Pode-se citar como exemplo da prática do Advocacy a construção de uma passarela solicitada por uma ONG a uma empresa privada. A partir da necessidade da comunidade, a ONG que representa a comunidade, decide pressionar o poder público para que a construção da passarela seja feita e em paralelo, busca o subsídio de uma empresa privada "que opera ao lado da comunidade", para a construção dessa passarela. E sendo representante líder da comunidade, pode incentivar o uso da passarela por parte dos moradores e em contrapartida, elevar a imagem da organização que subsidiou a obra, (ZEPPELINI).

Iber Pancrácio


FONTE:
ZEPPELINI, Marcio. Advocacy: O Lobby do Bem. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/acaosocial/article26c3.html?id_article=592 . Acesso em: 05 Abr. 2009.
CARVALHO, Débora Nacif de. Gestão e Sustentabilidade: um estudo multicasos em ONGs ambientalistas em Minas Gerais. Orientadores: Prof. Ivan Beck Ckagnazanoff Prof. Allan Claudius Queiroz Barbosa. Belo Horizonte, 2006. 157 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Minas Gerais, Centro de Pós-graduação e Pesquisa em Administração, 2006.
GESTÃO PARA A SUSTENTABILIDADE DO TERCEIRO SETOR: um estudo de caso comparativo entre duas organizações do terceiro setor de Itabirito - MG / Iber de Souza Pancrácio dos Santos, Rodrigo Gonçalves de Almeida Félix e Tiago Davi Lage de Carvalho - Itabirito, 2009. 70f.

Criatividade e paixão: chaves da excelência na era do conhecimento

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